Omar Rosário

Como Reféns.

“Andando pelas ruas de um bairro em uma ilha nos sul do Brasil, pude observar aquela numerosa “comunidade” de cães de estimação. Todos à mostra. Dentro de seus respectivos portões. Sentia como se estivesse caminhando em uma feira de exposição de animais para venda ou adoção.

Apesar de acreditar que todos aqueles animais eram amados pelos seus donos, não conseguia ignorar o que seus olhares me traduziam. Eram olhares de saudade, de solidão, de tristeza, raiva e tédio. Conseguia enxergar através deles e me senti como um refém, que dependia do outro para realizar qualquer atividade que tirasse dos meus olhos aqueles sentimentos.”

 

Omar Rosário.

Florianópolis 2016.